quarta-feira, 5 de julho de 2017

Poderia falar, etc parte II

Depois que li a postagem anterior e tive algum feedback sobre o texto, senti que precisava de um ps. Longe de encerrar o assunto, há necessidade de acrescentar mais alguns itens à lista. Então, vamos lá.

Sono. É importantíssimo que, seja lá qual for o distúrbio, a pessoa durma bem. Uma boa noite de sono assenta o que vivemos durante o dia, repõe nossas energias e, acredito que é coadjuvante no processo de cura (que seria a estabilidade).

Cores. Não falei desse item antes,  mas é como no ambiente. Se vc passa a maior parte do tempo vestindo preto, é como estivesse num quarto semi-escuro. Prefira coisas leves, sempre.

Atividades e trabalho. Bem, o paciente com TB pode e deve buscar uma vida equilibrada e ativa, mas sempre respeitando seus limites. Se você é estudante e, além da escola, faz jiu jitsu, inglês, espanhol, surfa e ainda trabalha... Você pode não dar conta de tudo isso e precisar selecionar o que é mais importante e, ainda, você pode não conseguir dar conta daquilo que normalmente fazia. Um exemplo. Por  conta dos meus estudos, volta e meia tinha de lidar com autores considerados bem complexos. Duvido que agora eu conseguisse ter concentração e a capacidade de raciocínio de sempre pra ler Pierre Bourdieu, C.S Lewis ou mesmo algo mais concreto. Talvez seja oportuno ler coisas mais digestivas e viáveis. Dar à mente e ao corpo o tempo deles para voltarem ao que eram.
Acredito que, por hora, é o que tenho a acrescentar.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Poderia falar sobre qualquer coisa, mas...

Depois de séculos sem escrever (ok, ok, tô sempre falando isso :( ...  Cá estou. Muitos acontecimentos: review de filme (cheguei a separar até imagens para um post), descobertas sobre treinamento, ter um animal (seria até bem controverso), beleza e estética (tenho pesquisado muito isso), mas... De todos os acontecimentos, eu decidi falar de algo que falei muito pouco por aqui: bipolaridade. Por ser algo que tem me incomodado, que tem saltado os olhos... Que se tornou uma questão. Vamos ao início.

Que tenho eu a ver com transtorno bipolar? Bem, esse foi meu diagnóstico dado no início de 2012 (fatídico ano do calendário Maia). Como fui parar num consultório e por que recebi esse diagnóstico?
Vou precisar voltar um pouquinho antes... Eu morei  um ano no sertão da Bahia e depois de experiências muito ruins por lá e sem meta profissional que pudesse acontecer na cidade em que estava, tive a ideia de ir para Recife, pensei em trabalhar, abrir um negócio no mercado de entretenimento e artes e também retomar os estudos (a ideia seria fazer um doutorado). Fui com toda a sede ao pote e achando que ia fazer e acontecer. Mas, hein? Lembro que fui parar na emergência umas duas vezes. Primeira vez, algo que parecia físico mesmo, mas na segunda... Eu estava clinicamente bem, me receitaram um calmante fitoterápico e pronto. Dias depois... Eu manifestei sintomas mais evidentes de mania (depois explico o termo). Um primo, pastor e psicólogo, levou-me ao consultório de um amigo que deu o diagnóstico e me prescreveu estabilizador de humor e antipsicótico. Esse tem sido meu tratamento até hoje.

Parecia incrível. Eu quase que podia sentir o remédio fazendo efeito. Mas voltemos ao que vim fazer aqui rs.

O que é bipolaridade? Pergunta complexa, mas... Eu diria que é tudo menos "ficar alegre numa hora e triste logo depois" rs. Guardando as proporções, alguns casos até tem um pouco disso rs... Mas, tentando esclarecer: o transtorno bipolar é um distúrbio de humor que faz com que o paciente sofra , basicamente, duas fases no seu humor: a mania  e a depressão. É bem possível também que estas fases ocorram com intervalos muito pequenos ou caracterizem um estado misto, mas não vou detalhar isto. Na mania, lembro de sofrer uma inquietação profunda, tinha necessidade de me movimentar, mexer, falar muito (muita extroversão), tinha muitos pensamentos de grandeza (acreditem, poderia pensar até que tinha superpoderes), pensamento acelerado e daí, muita dificuldade de dormir (dormia umas 4 horas e poderia até sair pra correr em plena madrugada) e agressividade. No dia seguinte, estava ainda mais elétrica. Sentia, como se diz em inglês, um "bliss", uma euforia que parecia sobrenatural. A fase da depressão... No meu caso, é algo assim: um olhar constante pro abismo, um aperto dilacerante no peito, incapacidade de raciocinar com clareza, desânimo, a vida monocromática. Há um desejo grande de reclusão e, não raro, muito cansaço e longas horas de sono.

O transtorno bipolar é crônico (ou seja, não tem cura) e se atribui, principalmente, à genética. Causas ambientais também podem contribuir à manifestação dos sintomas. O TAB, como também é conhecido, tem tratamento. O paciente que entra em uma crise, ao fazer uso da medicação e seguir corretamente o tratamento, consegue retomar sua vida normalmente, acredito que sem prejuízos. Vou dizer aqui, então, o que pode ajudar a sair desses momentos de crise.

Bem, há coisas que ajudam e outras que atrapalham o bem-estar de um bipolar (rima não intencional!! rs). Vou listar algumas delas, mas não, necessariamente, falando das boas e das ruins. Aquilo que é bom ou ruim vai depender um pouco de cada um.

Coisas que mais me ajudaram (ou não):
  • Medicação. Sei que tem gente que detesta tomar remédio (não é o meu caso), mas quando você for ao médico e ele te prescrever algo, tome. Vai fazer muita diferença, afinal, o que te desestabiliza também é químico.
  • Acompanhamento psicológico. Medicação + terapia = psicoterapia. É muito importante ao longo do processo e mais ainda quando se está em crise. Procure um bom profissional, alguém que lhe provoque empatia (não confundir com "simpatia"), que seja viável para você (logística, custo). 
  • Atividade física. Pode parecer supérfluo, mas não é! Faz muita, muita diferença mesmo. Socialização, serotonina, endorfina. Eu estou fazendo hidroginástica, no momento. Escolhi porque amo água, amo a sensação de ser abraçada pela água, de ver a cor da água... Escolha algo que seja terapêutico para você, além de prazeroso.
  • Cinema e música.  Aí, pode ser bom e pode ser ruim. Se você está na depressão e resolve assistir "Dançando no Escuro" do Lars Von Trier... Amigo... Uma ponte pro suicídio. Não recomendo, rs. O mesmo pode ser dito pra música... Você está super inquieto e vai ouvir heavy metal? Não dá, né? Como a arte pode ajudar, então? Procure algo que te faça bem, que equilibre o seu humor e trabalhe sua psique.
  • Outras atividades. Se você tem um hobby que possa usar para trabalhar sua concentração (gosto de escrever, tocar, cantar, colorir, por exemplo), use e abuse. Tenha apenas o cuidado de fazer algo que não te estresse além da conta, mas que trabalhe sua psique.
  • Ambiente. Acredito que tanto para quem esteja na mania quanto para quem está na depressão, passar a maior parte do tempo em um lugar calmo, tranquilo, arejado e claro favorece, e muito, a um estado de espírito mais tranquilo e pacífico. Procure estar em ambientes assim ou se você mora em um lugar muito escuro e fechado, pense em como você pode tornar este lugar mais confortável para você.
  • Alimentação. Muitas pessoas nem se tocam sobre este item, mas alimentação também pode te ajudar bastante. Tente se alimentar bem, com calma, comida leve e saudável. Alguns alimentos, por exemplo, podem ajudar a equilibrar seu humor: morango e cenoura podem ajudar com a depressão. Ah! E beba bastante água, ainda mais se a medicação começar a interferir no seu metabolismo.
  • Vícios. Seja de qualquer tipo, afaste-se deles. E, se o vício vier, frequentemente, por influência de outras pessoas, considere reduzir ou mesmo afastar o contato com elas. E então, entrarei no próximo tópico.
  • Socialização. Vejo a maioria das pessoas dizerem que estar com família, amigos e outras pessoas ajuda. Hum... Na maioria das vezes, sim. Muito. Algumas pessoas vão, ainda que sem saber, te ajudar a equilibrar o humor. Mas outras podem deixar você ainda mais tenso, estressado ou triste. Isso pode acontecer com qualquer pessoa, até as que lhe forem mais próximas. Caso essa socialização não lhe favoreça, isto não significa que a pessoa seja boa ou ruim, mas que ela pode não estar sabendo lidar com você, ou mesmo, não ter informações suficientes a respeito do transtorno bipolar. Mas, algumas pessoas vão lhe ajudar muito. Preze por esses relacionamentos. Pra resumir, procure na terapia e até em quem você confia, saber discernir o que está sendo bom ou ruim para o seu bem-estar.
Acredito que com isso, eu posso concluir o texto. Espero ter ajudado e esclarecido algumas coisas. Gostaria de acrescentar um vídeo que achei hoje meio por acaso no ciberespaço. Achei bastante elucidativo e bem feito.





Ps: No momento, estou escrevendo no que parece uma crise branda, não sei ao certo. Pela manhã, estou sempre mais morosa, desanimada, sem forças... O dia acaba começando tarde. Ao longo do dia, vão surgindo mais disposição, ânimo e, à noite, parece ser o pico. Mesmo com a medicação, dificuldade para dormir e a cabeça a mil...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Gente bem resolvida

Então... Vou pular aquele preâmbulo do "há séculos não passo por aqui" e vou seguir debulhando as palavras. Pois sim. Tudo começou quando...

Certo dia, ouvi de um filósofo (quem acompanha vai reconhecer a fala) algo assim: "não confio em pessoas bem resolvidas". Uma fala que parece contraditória, mas, vamos lá pô-la à prova? Ok. E me lasquei matutando... Por que não confiar em pessoas bem resolvidas?

Em primeiro lugar, o que é ser "bem resolvido"? Vamos pensar num consenso: é ser alguém sem traumas, ciúmes, uma pessoa que lida bem com problemas (quando os têm), tem autoestima boa e blá, blá, blá. Pausa. Fiquei pensando... Existe alguém assim?? Tic, tac, tic, tac... Bem! Logo me veio à cabeça: se existe, não sou eu rs. Tenho muitas questões, mazelas, problemas a resolver, uma VIDA a resolver. Sigo com a mesma pergunta: existe alguém assim?? "Escaneei família, amigos, colegas..." e... Ainda não vi alguém "bem resolvido". O que me leva à terceira questão. Se alguém diz: "Sou bem resolvido" e blá, blá, blá... Por que o diz? O que o leva a dizer tal coisa? Longa pausa.

Não gostamos do feio. Cabe aquele provérbio "filho feio não tem dono". Nos vemos bonitos, atraentes, dignos de "selfies" (e tome "selfie"!), mas... Será que nosso olhar não estaria "domesticado" a ver só o que achamos bonito em nós ou, mais ainda, não estaríamos míopes ao ponto de não vermos as manchas e imperfeições? E, se isto aconteceria com nosso olhar, não seria nossa psique também míope para enxergar nossas debilidades, nossas questões mal ou não resolvidas?

Voltando à frase, insisto, por que dizer que é "bem resolvido"? Só consigo ver DUAS opções: uma pessoa pode olhar para si mesmo com honestidade e enxergar em si sua natureza regenerada e sentir uma paz que só se dá pela reconciliação com seu Criador. Então, nesta condição, ela olha pra si e diz "sou bem resolvida", por causa de Deus. Mas e a outra? Bem... A outra está em discórdia, em conflito. Com Deus, consigo mesma. Não há paz, mas um conflito intenso que não a deixa se ver bem resolvida. Mas essa mesma pessoa se disser "sou bem resolvida", em sua hipocrisia e desonestidade torna-se alguém não confiável tal como nosso filósofo ponderou.

O que concluo disso? Penso não ser possível alguém ser "bem resolvido" 100% do tempo, em tudo e com todos. Não seria um pouco demais pro "ser humaninho", não?? Seria mais sensato "preto no branco", "cartas na mesa", "jogo limpo"... Eu? Bem resolvida? Nem sempre. Na maioria das vezes, nem. Mas, com a graça de Deus, sigo tentando. 


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Resenha do casório

Olá!

Estou cá entre mil afazeres (hoje é o dia que me dedico um pouco mais à casa), mas não resisti aportar por essas bandas para fazer algo que estou devendo. E hoje é um dia especialíssimo para isso, pois completamos 2 meses de casados (estamos ainda no leite de peito rs).
Bem, quando tudo finalmente se concretizou, dissemos o famoso "sim", fomos para a Lua de Mel e tudo, pensei: vou postar no nosso blog as venturas e desventuras para que outras noivas como eu fui possam contar com mais essa história para as ajudarem a realizar tão lindo projeto. Vou começar pela cerimônia em si. Pretendo, posteriormente, atualizar a página "nossos parceiros" do site de casamento para que outras noivas e noivos tenham algumas indicações.

AVISO: não economizei palavras.


A semana do casório
Lembro de pouca coisa rs. Não fiz a mudança. Decidimos fazê-la após a lua de mel, pois meu marido ainda estaria de férias e poderia fazer os ajustes mais imediatos. Acho que foi melhor assim, até porque eu não tinha muito o que carregar (no mais, a gente tá ajeitando aos poucos e tá ficando a nossa cara :).
Sabe aquela história de comida leve, dormir bem e coisa e tal? FAÇA! Importantíssimo. Eu e meu marido nos cansamos bastante e só aumentou a tensão. Umas rodelas de pepino gelado à noite não fariam mal, rs...



O dia do casório
Ah, esse eu lembro bem! O noivo acordou feliz e sorridente em seu 1º dia de férias e pensou: “Mais tarde vou dar um pulo na igreja pra ver como estão as coisas e tal”. Bem, ele não precisou se maquiar, nem nada (incrivelmente, as olheiras diminuíram :O). Com os pais em casa pra dar uma força, facilitou a vida também ;)
Sei que ele realmente “deu um pulo” na igreja. Pausa. Looooooonga pausa. Essa foi a hora que ele quase arrancou os cabelos e pensou “a Nivea não pode saber disso”. Mas... O que estava e não estava ainda pronto vai ficar para um post menos intimista e mais, digamos, apreciativo sobre os fornecedores (no fim das contas, parceiro é que trabalha COM você; fornecedor é quem fornece, presta serviço. Simples, sem marketing barato). Voltando ao “a Nivea não pode saber”, foi ele que conseguiu equilibrar os pratos que estavam caindo e, graças a Deus, não quebrou nenhum (ou se quebrou, ninguém viu rs).
A noiva. A noiva acordou passando mal. Hã?? Não havia comido nada diferente ou estragado e acordei passando mal. Mas... Daí, chegou maquiador, chegou irmã, tomei banho, acordei e ainda pela manhã estava eu secando as madeixas para o penteado. Nessas horas, eu agradeço ter escolhido me arrumar em casa, viu noivas? Foi a melhor coisa! Eu sei que o Dia da Noiva é muito atrativo e blá, blá, blá, mas pensei: “quais os serviços que vou querer? Onde eu gostaria de realiza-los?” E aí, tem aquele profissional X, Y cujo serviço você aprecia. Por que trocá-lo? E então programei as 2 semanas anteriores ao casório para fazer tudo. Ah! Limpeza de pele... Optei por consultar uma dermatologista que me prescreveu apenas filtro solar (eu já usava) e um gel para cravos e espinhas. Está resolvendo minha vida até hoje e foi bem mais barato que limpeza de pele! Então... Fiquem atentas e avaliem todas as possibilidades.
Mas voltando... O casamento estava marcado para às 16:30. Às 16h eu estava prontíssima da Silva :O Mas... Um dos casais de padrinhos acabou se enrolando por causa de uma das convidadas (cunhada da madrinha) que se atrasou e... Adivinhem?? Atrasou a noiva e o casamento. Buenas! Todo casório que fui nos últimos anos tem uma história de atraso. Mas que fique claro: a noiva não atrasou!
Enfim, cheguei à igreja. Tudo pronto, todos aguardando, igreja cheia. Noivo presente desde às 15:30. Aliás, ele, de novo, equilibrando pratos (pois é, a coisa foi feia).
Entrei, não passei mal, não engasguei. O noivo ficou pálido, quase desmaiou, mas segurou a onda (eu nem percebi rs). Dissemos os votos, cantamos (recado pro instrumentista que pegou na “viola” antes: favor não deixar o violão comprometido antes do noivo tocar).
Saímos ao som de uma big band tocando Sinatra (assumo a culpa pela trilha rs. A edição não foi lá das melhores, mas acho que fez bonito ;). Partiu bolo!


A recepção
Foi tudo muito espontâneo e, pelo que vimos todos se fartaram (bem, casório é isso mesmo. Boca livre rs). Não tivemos a foto do bolo... Não sei se isso foi ruim porque eu nem sei cortar bolo, kkk... Foram muitas fotos com familiares, padrinhos e alguns amigos e muito papo. Ah! Não posso esquecer do padrinho de óculos escuros que entrou na igreja assim... Sabe o que dizem, né? “Quem não tem colírio...” Vou comprar um pra ele depois ;)
Aqui um conselho... Você pode roteirizar a ordem dos eventos na festa/recepção e, se não tiver cerimonialista, deixar na mão de alguém de confiança que, de preferência, tenha disponibilidade de permanecer durante todo o evento.
E... Tudo se acaba na hora de jogar o buquê. Isso foi engraçado rs. O buquê (que não foi o da cerimônia) foi lançado e uma das madrinhas o pegou, mas teve o bendito “roubado” por uma senhora solteira que queria muito casar. Depois o buquê retornou às mãos da ganhadora, de fato, mas a cena foi registrada por “cinegrafistas amadores”. Rendeu boas risadas.
Bolo partido. Docinhos na bolsa. Buquê lançado. Partiu Noite de Núpcias. Mas esta parte e a Lua de Mel já serão outro capítulo ;)

Au revoir!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ode à escrita

Não lembro de momento tão premente para que eu escrevesse.
Nesse momento, escrever é respirar, é tornar-me, emancipar-me
Um pouco de alívio, um pouco de rumo, de ser, de querer
Sim, aquela pontinha de desejo de querer

Escrever é acariciar-me, é me abraçar e sentir também o Pai abraçando
Escrever é mais que sondar, é investigar e realizar descobertas de si
Descobertas de mim, esperança

Uso um espelho quebrado e minha visão de mim é imperfeita,
Mas a escrita me desnuda, me revela e me guarda. Protege-me como um anjo
A escrita faz companhia.

A escrita é também volátil. O que é já não será. O que já foi não o é mais. O que será também não o é. Como amá-la? Como querê-la? É ela quem nos quer, nos ama e nos chama a brincar com ela nos campos mais surreais, nos abismos mais sombrios, na geografia que for. Escrever... Ah... Escrever.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Contagem regressiva

Não poderia deixar de registrar aqui também. Como já escrevi uma nota no site do casamento, deixarei apenas o link e acrescento:

Até aqui nos ajudou o Senhor. A Ele toda a glória.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Tão somente

Hoje não me verás bonita
Não me verás de batom, lápis e rímel
Nem de saia, nem de salto
Tampouco de calça, de bota

Não me verás forte, sagaz
Nem perspicaz, intrépida
Hoje me verás...
Inevitalmente
Constrangedoramente
Disforme
Imprecisa
Sem força, sem ar
Apenas sendo
Apenas vendo

Hoje não me verás bonita...
Nem feia, nem deselegante
Hoje me verás mulher



P.s: A todas as mulheres que se sabem mulheres, com afeto, suor e lágrimas.