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quarta-feira, 27 de março de 2019

A vida


Mistério - Os Arrais





Desde que ouvi esta canção pela primeira vez, esta reflexão reside na minha mente. A vida é um mistério. Podemos observar suas consequências, seus fatores, mas é fato que a coisa em si nós não podemos sequer tangenciar. Nossos pensamentos não são sequer do tamanho de um grão de poeira para que possamos sentir o impalpável mistério da vida. Somos barro, pó, sopro. Ainda assim, em nosso coração foi plantada a eternidade. Como pode algo de tamanha finitude relacionar-se com um ser eterno. Deus em Sua infinita misericórdia nos fez desejosos da eternidade. Nos fez desejar a vida, ainda que sejamos barro. Somos peregrinos aqui. Somos, como Jó, seres a quem cabe arrepender-se no pó e na cinza.

Fico por aqui nestes punhados de pensamentos... Muito mais a dizer se acrescentar a melodia da canção... Que me parece, com suas "pseudo resoluções" (na verdade, as notas apontam para uma resolução ainda que não sejam óbvias, vocês entendem? rs) apontarem também para o infindo... O que não se conclui: "o que é já existiu, e o que há de ser também já existiu, Deus trará de novo o que já passou" (Eclesiastes 3:15)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Encerrando o ano

Não sei se virá mais alguma postagem até dia 31/12 desse tão inusitado, sofrido, mastigado, embrutecido 2015. No caso de não vir, fica sendo este o último.

De uns anos pra cá tenho notado que uma canção ou outra torna-se marcante do momento em que estou vivendo. Em 2009, foi Roda Viva do Chico e esse ano tem dobradinha: Chico, de novo. Mas ao invés de algo mais "pra cima", é "Apesar de você" que ganha força. Explico.

Encerrando o ano com três cobranças indevidas, serviços mal prestados, sem contar que o samba caberia também para algumas pessoas, instituições e, claro: já pensou uma seresta pra Dilma com "Apesar de você" no repertório? Perfeito, não?

Mas enfim... Como canta o poeta: "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia". E que venha 2016 porque 2015 já deu! Que venha um ano mais humano, mais justo, mais verdadeiro ao branco, ao negro, a todos. Um ano bíblico, pois como disse C.S. Lewis:
"Todo este cenário sombrio da humanidade é o resultado de sua própria busca pela felicidade em algo que está fora de Deus."

Que sejamos mais ouvintes, mais corajosos, mais amorosos, sejamos gente.

No mais, este singelo vídeo pode dizer melhor e como cantava John Lennon: "And so this is Christmas".





P.s: And a Happy New Year!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mensagem de Natal

Puxa... Quase um mês que não escrevo. Quem me dera fazer disso um ofício ou ter disciplina para dedicar uns dez minutinhos que fosse para um pensamento ou uma ideia. Como se faz notar, não é da minha praxis. Mas enfim... Deixando o preâmbulo de lado, vamos ao que interessa. Começamos dezembro. O último mês do ano e, talvez, por isso mesmo, o mais importante deste (bem, depois do meu mês, claro rsrs). Esse primeiro dia me deu o tom de encerramento de mais um ciclo que completamos em torno do sol. Mais um verão, mais um Natal e com isso, mais uma chance de fazermos aquela retrospectiva e percebermos nossos erros e nossos acertos. Mais que isso: mais uma chance de vermos como Deus age em nossas vidas. Dentre tantas coisas que eu poderia dizer... Aqui vai um ensaio de mensagem de Natal:


  • Olhe sempre para a cruz, para o que ela significa. Se tivéssemos a dimensão do que foi a vinda de Cristo à Terra... Não seríamos tão desumanos.
  • Entenda que, embora você não possa voltar atrás e consertar os seus erros, temos um Pai que nos perdoa de todas as faltas e está sempre nos apontando o melhor caminho.
  • E por fim (porque eu gosto do número três), ame. Ame, ame, ame. Quem ama, perdoa, quem ama se doa, quem ama faz o mundo melhor e entende o que é, de fato, mais importante nessa vida.

Antes de me despedir, gostaria de deixar aqui um conto sobre o Natal, desejando a todos um período de muitas alegrias, paz e amor (aquela coisa toda, etc e tal):





sábado, 15 de novembro de 2014

Meu fado

Não é sempre que me dá uma certa ansiedade de ouvir um estilo determinado de música. Hoje a melancolia me fez companhia e, com ela, veio a lembrança do fado. Comecei por Dulce Pontes (não a considero exatamente uma fadista, mas ela bem que arrisca lá suas notas) e estou terminando por Mariza. Esta, aliás, em uma "palhinha" no programa do Jô mostrou ter um sotaque brasileiro impecável. Fiquei impressionada. Mas, voltando ao fado... O fado faz companhia a solidão e ao lamento de forma esplendorosamente bela. E Mariza, como "cantadeira de fado", entende bem isso. Mas, se me permitem, não sei se a chamaria de tradicionalista como ela mesma se declara. Em um sentido pode ser, mas ela dá uma roupagem nova ao fado e uma melancolia própria do nosso tempo, um deslocamento, um desencaixe que... Pensando bem, não seria isto algo inerente à tristeza do artista? Vamos ao fado.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Blog Action Day - Desigualdade

Estou aqui, excepcionalmente, em um dia par (rs) escrevendo para o Blog Action Day que neste ano é sobre desigualdade. Bem, como acabei de concluir um curso de ledor, não poderia falar de outro tópico: pessoas com deficiência. Estamos ainda caminhando para que a sociedade seja, de fato, inclusiva, mas talvez as maiores barreiras não sejam as dos recursos, mas a da desinformação e a do preconceito (ê, chavão rs). Deixo aqui um vídeo elucidativo sobre a questão. Que cooperemos para um mundo mais justo apesar de sermos, por natureza, injustos.


Inclusão:


domingo, 21 de setembro de 2014

Mais dilemas existencialistas em Woody

Depois de um século sem ver nenhuma película do velho Woody no cinema, ontem assisti "Magia ao Luar". Trilha sonora bem típica (jazz anos 40?), ambientação também de época, boa fotografia e, claro, ótimos diálogos e tiradas ácidas e irônicas. Durante o filme me lembrei de "Blue Jasmine" (que não vi na telona, mas...) pela temática. Dois filmes de gêneros diferentes, mas considerei ambos existencialistas. Em "Blue Jasmine" vemos um Woody que julgo ser tão pessimista quanto o Woody de "Magia ao Luar", fazendo ecoar Eclesiastes "tudo é vaidade e correr atrás do vento". Por outro lado, "Magia ao Luar" tem a doçura de nos fazer fantasiar sobre uma mudança de perspectiva, sobre o lado bom do ser humano. É claro que isso tudo é desconstruído ao se desatar os nós da trama, mas, por um tempo no filme, o espectador é levado a acreditar que o ser humano pode mudar. É neste e em outros pontos que Woody não encerra a questão (por não considerar o ponto de vista cristão). De toda forma, tanto pelos diálogos quanto pela técnica, "Magia ao Luar" faz valer a ida a um cinema.

Uma boa semana!





P.s: Ponto também para a atuação do Colin Firth

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Marília Gabriela e o mundo "gospel"

Hoje assisti (na verdade, ouvi enquanto fazia outras coisas) a entrevista da Sarah Sheeva (filha da Baby do Brasil) no programa da Marília Gabriela. Ok. Talvez vocês se perguntem: "Mas por que você foi gastar seu tempo logo com isso?". Então... Não gastei porque estava fazendo outras coisas. Mas sabe... Até valeu ouvir. Suscitou algumas questões. Não é de hoje que a Marília Gabriela convida celebridades "gospel" para serem entrevistadas no seu programa. Fiquei me perguntando o que faz isso acontecer e por que vai quem vai. Nunca a vi chamar cristão que não fosse pentecostal. Nunca a vi chamar teólogo que fosse de outra linha teológica. De modo geral, achei a entrevista da moça interessante, mas teve lá suas "bolas fora". Não acho que valha a postagem do vídeo aqui, mas se você chegou a ficar curioso... Youtube tá aí pra isso rs.

domingo, 17 de agosto de 2014

A sinceridade de Dylan

Gosto do Bob Dylan. Gosto de rock, folk e gosto dos protestos com que imprime suas canções. Já faz tempo que assisti "Não estou lá" (uma biografia do cantor/compositor talvez?), o que me afasta de fazer uma crítica do filme. Mas uma cena ficou gravada: a do encontro de Dylan com os Beatles. Não me recordo bem do diálogo, mas lembro que Dylan foi de uma sinceridade tal sobre o que pensava dos Beatles e suas letras "yeah, yeah, yeah" sobre garotas e tal que, após o encontro, a banda inglesa resolveu escrever letras e canções mais significativas e elaboradas. Teria sido sinceridade de Dylan ou vontade pura e simples de alfinetar os quatro garotos de Liverpool? O tema vale outra postagem. Por enquanto, lanço a pergunta e deixo um comentário do filme feita pelo apresentador do Telecine Cult (cujo nome não me ocorre agora).

Inté!


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Labirinto

No filme O Labirinto do Fauno, uma pequena garotinha tece para si um mundo de fantasia e de história em que ela é a chave para salvar um reino (ou coisa assim). Um livro mágico, um porta-voz (o fauno) e curiosidade. É tudo o que ela tem. Sua realidade é muito dura e muito sofrida. Sua fantasia é sua salvação, sua alegria. E, como por obra divina, ela, mesmo não conhecendo todos os meandros de sua empreitada, ela segue cada etapa sem medo. Mas há um momento em que nós, espectadores (não ela) pensamos que vamos nos perder, que não há saída. Nesse momento, a protagonista do filme parece perdida por alguns segundos, mas prontamente toma a decisão correta e alcança sua recompensa.

Quando mais pensamos que estamos perdidos é que devemos lembrar:

Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.)
Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.

Salmos 32:7-8

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sobre pecado sexual

Nunca vi um assunto tão delicado ser tratado de forma tão lúcida e verdadeira quanto neste vídeo do John Piper. Suas palavras, com certeza, encontram eco em um coração regenerado por Deus. Que Deus o abençoe e lhe dê cada vez mais sabedoria para ministrar a palavra de Deus.





sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pensando alto

"Wond'ring aloud -
how we feel today.
Last night sipped the sunset -
my hand in her hair.
We are our own saviours
as we start both our hearts beating life
into each other"

Os versos acima são de uma canção que gosto bastante da banda inglesa Jethro Tull. Eles surgiram no final da década de 60, mas seu tempero fazem do som dessa banda algo que ultrapassa o tempo. Afinal de contas, quem pensaria em misturar música celta, flauta transversal com guitarra para fazer rock? Da canção "Wond'ring aloud", encontrei uma versão muito interessante com, aproximadamente, sete minutos de duração, mesclando a delicadeza da versão do CD Aqualung com aquela pitada de rock psicodélico que só a geração de 70 tinha. Sem contar na letra, muito bem construída... Aliás, esta vale uma tradução e uma nova postagem. Quem sabe um dia, né? ;)

Wond'ring aloud, vídeo (abaixo) e letra.





quarta-feira, 9 de julho de 2014

Pra ouvir sem tecla shuffle

Hoje tenho 5 minutinhos. Mas não queria deixar de passar por aqui. Sempre aproveito a hora de me arrumar pra sair, ouvindo uma música. No cardápio de hoje, uma das minhas bandas favoritas: Dave Matthews Band. Boas letras, boas melodias, ritmo cativante. Volto a falar deles por aqui... Por hora, deixo vocês com uma das minhas músicas favoritas. Pra ouvir sem tecla shuffle rs.


Crash into me- DMB


sexta-feira, 27 de junho de 2014

A ausência do amor presente

Saudades... Saudades porque é preciso sentir saudades. A saudade é uma presença, que de tão presente, nos consome, nos absorve, nos envolve. É preciso vivê-la em toda sua dimensão amorosa. A boa saudade. A saudade que espera (em ambos os sentidos), a saudade que enobrece. Saudade eloquente, saudade que engrandece, fascina, encanta. Como na canção de João de Barro "a saudade é dor pungente". Ah... Saudades.


A Saudade Mata a Gente - Dick Farney



sábado, 31 de maio de 2014

A mensagem da cruz

Motivo de vergonha, escárnio, zombaria... Mas canto como a canção:
"Sim, eu amo a mensagem da cruz
Té morrer, sim a vou proclamar
Levarei eu também minha cruz
Té por uma coroa trocar"


Paul Washer - A cruz que os pregadores modernos carregam


terça-feira, 27 de maio de 2014

The Lady of Shallot

"But Lancelot mused a little space;
He said, 'She has a lovely face;
God in his mercy lend her grace,
The Lady of Shalott.'"     

Os versos acima são de um poema de Alfred Lord Tennyson chamado "The Lady of Shallot". Contam sobre uma dama que vivia em um quarto tecendo o que podia ver da vida através de um espelho. Um belo dia ela cansa de ver "sombras" e se lança para fora do quarto. O espelho se quebra e a maldição vem sobre ela, matando-a. A dama de Shallot foi atraída para o mundo exterior ao ver Sir Lancelot e, já morta, o cavaleiro a vê e diz as palavras acima ("ela tem um rosto amável; Deus, em sua misericórdia, a emprestou graça", em um esboço de tradução rs). A dama de Shallot sintetiza em nós a busca pela realidade, ainda que sofra as consequências. Não vemos o todo, como Paulo coloca em I Coríntios 13, mas vemos aquilo que Deus nos revela a cada dia e isto basta.


The Lady of Shallot - Loreena McKennit



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Amar e conviver

Embora a tentação seja grande, esta não é uma postagem sobre o livro de Erich Fromm (aliás, recomendo a leitura). Dia desses me deparei com uma canção que dizia tudo o que eu queria dizer para uma pessoa... Aqui está:

Convívio - Crombie



sábado, 17 de maio de 2014

Orquestra típica Fernández Fierro

Junte um punhado de acordeons, violinos, um cello, um baixo e um piano... Voilà: tango argentino da melhor qualidade. Pois é... Sim, gosto de tango. Aquelas vozes ásperas, fortes ao passo bem marcado dos acordeons... É como degustar um bom vinho. O grupo do qual estou falando é a Orquestra Fernández Fierro e me foi apresentado por um amigo brasileiro que mora em Baires (como os portenhos gostam de falar). Sem mais conversa, segue um pouco de música para vocês apreciarem. Viva el tango!

Orquestra Típica Fernández Fierro


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sobre ouvir

Há cerca de algumas semanas eu conversava com uma amiga sobre relacionamentos e sobre ouvir o ponto de vista do outro. Daí, ela me recomendou ler/ver Orgulho e Preconceito, um romance da escritora inglesa Jane Austen que foi adaptado para o cinema. Confesso que não li o romance, mas já havia visto o filme. Ontem, tive oportunidade de revê-lo.

Na história, uma jovem chamada Elizabeth Bennet de família simples e de poucas posses conhece um jovem rico, arrogante, mas que se apaixona por ela. Na trama, as coisas acontecem de forma que Elizabeth se propõe a detestar Mr. Darcy (o jovem rico), mas acaba dando o braço a torcer e, percebendo, que ela mesma foi também orgulhosa ao não querer ouvi-lo. Você já pode imaginar o desfecho da história...

O interessante no relacionamento dos dois é como o orgulho funciona como uma trave, uma barreira que nos impede de ouvir o outro, que impede o diálogo. Em I Coríntios 13:4, Paulo fala que o amor não se ensoberbece, o amor não se ressente do mal. É preciso quebrar as barreiras e as correntes que o orgulho impõe para se amar. Quem se desarma, ouve e acata. Quem se despe do orgulho, despe-se da natureza pecaminosa do homem, que é corruptível e egoísta. Aprender a amar é uma caminhada contínua em Cristo. Que aprendamos a ouvir.


Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice)*





*A qualidade não está lá muito boa, mas vale a pena ver o trailer.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

All Sons and Daughters

Dia cheio: malhação, trabalho, almoço com os sobrinhos... Enfim, alive & kicking, como diz uma amiga :)

Por hoje, vai uma canção do All Sons and Daughters que conheci através de uma outra amiga. Ouvi outras coisas da banda, mas confesso que, até o momento, só gostei mesmo dessa música. Ela tem uma levada folk, bem americana mesmo. É isso. Bom fim de semana!

Oh How I Need You - All Sons and Daughters





segunda-feira, 21 de abril de 2014

O velho Woody

Assisti ontem (finalmente!) Blue Jasmine, o último filme do Woody Allen. Delicado e ácido ao mesmo tempo, o filme revela o quão frágil é nossa natureza humana. Uma mulher rica e falida que pede abrigo a irmã, vivendo em condições que, provavelmente, nunca imaginara viver, enfrentando outra realidade e tendo de lidar com um ambiente que só lhe causa desprazer. Tudo isso após o falecimento do marido (que a traía e a levou à falência). Pude reconhecer aquelas velhas vozes de Allen em algumas cenas. Sua falta de pudores e aquele humor fino e ácido de sempre. Some-se isso tudo à belíssima atuação de Cate Blanchet. Enfim, belo filme!